Sapatilha meia ponta

Lucas Splint, bailarino, apaixonado pelo ballet clássico, pelo som do piano, pelo breu no chão da sala, pela barra torta, pela sapatilha gasta, pelo suor misturado com paixão, pelas piruetas que parecem nos fazer voar, pelo universo complexo que poucos conhecem, no qual tenho o prazer de mostrar, um, deux, trois, plié.

Jul 8
"Em todo lugar do mundo os passos vão ter o mesmo nome, os olhares dos bailarinos vão ter o mesmo brilho, o coração dos mesmos vão ter o mesmo amor, não importa se seja branco, negro, japonês, homossexual, heterossexual, rico ou pobre, ele une acima das características físicas, pessoas delicadas, anjos, batalhadores, artistas, sonhadores.. apaixonados.
Uma vez bailarino nunca mais um ser humano qualquer, será sempre diferente na sociedade, no grupo de amigos, na família.. vai ser uma pessoa completamente apaixonada, com um sorriso diferente, com os pés cheios de calos, com uma postura elegante, com asas ao invés de braços.
Todo bailarino se não é privilegiado pelo físico ou pela facilidade de executar os passos, é privilegiado por ser bailarino, por saber como é fugir desse mundo de violência, por saber como é a sensação de ter um príncipe, mesmo que o “partner” seja seu melhor amigo, no palco vira seu primeiro amor, o olhar de amizade se transforma em um olhar apaixonado, apaixonados primeiramente pela escolha de ser do mundo do da barra torta, da sapatilha rasgada, da meia furada, do collant suado… que por mais que tudo que eu citei não esteja em perfeito estado, é o que te deixa em um estado perfeito.
Não concordo com a frase “Muita gente ama o ballet, mas o ballet ama poucas pessoas”, o ballet se deixar ser amado, tem que conquista lo um pouco todos os dias, para ele ser seu, e quando for ninguém nunca vai conseguir separar, porque ele vai estar dentro de você.
Bailarinos… ah bailarinos, como podem amar o ballet mais que si mesmo? Como podem sonhar acordados? Como podem estar com o ballet todos os dias e não enjoar dele? Ninguém vai saber me responder, mas se a pergunta for diferente e eu quiser saber se todos os bailarinos sentem orgulho de si, com certeza a resposta vai ser sim, porque esticar os pés não é para qualquer um.”

Lucas Splint

"Em todo lugar do mundo os passos vão ter o mesmo nome, os olhares dos bailarinos vão ter o mesmo brilho, o coração dos mesmos vão ter o mesmo amor, não importa se seja branco, negro, japonês, homossexual, heterossexual, rico ou pobre, ele une acima das características físicas, pessoas delicadas, anjos, batalhadores, artistas, sonhadores.. apaixonados.
Uma vez bailarino nunca mais um ser humano qualquer, será sempre diferente na sociedade, no grupo de amigos, na família.. vai ser uma pessoa completamente apaixonada, com um sorriso diferente, com os pés cheios de calos, com uma postura elegante, com asas ao invés de braços.
Todo bailarino se não é privilegiado pelo físico ou pela facilidade de executar os passos, é privilegiado por ser bailarino, por saber como é fugir desse mundo de violência, por saber como é a sensação de ter um príncipe, mesmo que o “partner” seja seu melhor amigo, no palco vira seu primeiro amor, o olhar de amizade se transforma em um olhar apaixonado, apaixonados primeiramente pela escolha de ser do mundo do da barra torta, da sapatilha rasgada, da meia furada, do collant suado… que por mais que tudo que eu citei não esteja em perfeito estado, é o que te deixa em um estado perfeito.
Não concordo com a frase “Muita gente ama o ballet, mas o ballet ama poucas pessoas”, o ballet se deixar ser amado, tem que conquista lo um pouco todos os dias, para ele ser seu, e quando for ninguém nunca vai conseguir separar, porque ele vai estar dentro de você.
Bailarinos… ah bailarinos, como podem amar o ballet mais que si mesmo? Como podem sonhar acordados? Como podem estar com o ballet todos os dias e não enjoar dele? Ninguém vai saber me responder, mas se a pergunta for diferente e eu quiser saber se todos os bailarinos sentem orgulho de si, com certeza a resposta vai ser sim, porque esticar os pés não é para qualquer um.”

Lucas Splint


São fabricadas como um calçado normal, um pouco exóticas porém sem sentindo nenhum, pois é no mínimo estranho alguém calçar algo com um gesso na ponta, com madeira na sola.. só passam a ter sentido quando são colocadas nos pés e tomam vida e são usadas por “princesas”, “fadas”, “cisnes”.. mas ao mesmo tempo que proporcionam magia, trazem realidade, machucados, dores, bolhas.. coisas que você antes não deixava nenhum calçado fazer com seus pés, mas as sapatilhas são diferentes, porque elas machucam os pés mas curam a alma. 
Há pessoas que irão achar que é fácil, que não dói.. quando você fizer alguém pensar dessa forma, é porque está a usando corretamente, pois não é apenas coloca lá nos pés, você tem que coloca-las com a consciência que elas vão te levar para outro mundo, e esquecer o que vive.
O momento certo de começar a usar uma, é quando a pessoa não quer usar para poder se sentir bailarina, mas quando já se sente uma bailarina, e é. Quando olha para ela depois de uma apresentação e percebe que ela vale muito mais do que foi pago, vê que ela não fez ficar nas pontas dos pés, mas sim que a fez voar.
Muitas vão olhar para elas guardadas no armário por não usarem mais, e vão lembrar de todos os sentimentos que sentiram ao usá-las, porque elas não “guardaram” seus pés, mas sim suas memórias, mesmo que velhas que rasgadas.. você pode ver fotos, videos com ótima qualidade, mas só sentirá como foi, o que sentiu, quando tocar nelas, porque sem elas você nunca teria sido uma princesa, você continuaria achando que liberdade era andar descalça.
As sapatilhas não tem pé direito nem esquerdo porque não foram feitas para os pés, foram feitas para o coração usar.

Lucas Splint

São fabricadas como um calçado normal, um pouco exóticas porém sem sentindo nenhum, pois é no mínimo estranho alguém calçar algo com um gesso na ponta, com madeira na sola.. só passam a ter sentido quando são colocadas nos pés e tomam vida e são usadas por “princesas”, “fadas”, “cisnes”.. mas ao mesmo tempo que proporcionam magia, trazem realidade, machucados, dores, bolhas.. coisas que você antes não deixava nenhum calçado fazer com seus pés, mas as sapatilhas são diferentes, porque elas machucam os pés mas curam a alma.
Há pessoas que irão achar que é fácil, que não dói.. quando você fizer alguém pensar dessa forma, é porque está a usando corretamente, pois não é apenas coloca lá nos pés, você tem que coloca-las com a consciência que elas vão te levar para outro mundo, e esquecer o que vive.
O momento certo de começar a usar uma, é quando a pessoa não quer usar para poder se sentir bailarina, mas quando já se sente uma bailarina, e é. Quando olha para ela depois de uma apresentação e percebe que ela vale muito mais do que foi pago, vê que ela não fez ficar nas pontas dos pés, mas sim que a fez voar.
Muitas vão olhar para elas guardadas no armário por não usarem mais, e vão lembrar de todos os sentimentos que sentiram ao usá-las, porque elas não “guardaram” seus pés, mas sim suas memórias, mesmo que velhas que rasgadas.. você pode ver fotos, videos com ótima qualidade, mas só sentirá como foi, o que sentiu, quando tocar nelas, porque sem elas você nunca teria sido uma princesa, você continuaria achando que liberdade era andar descalça.
As sapatilhas não tem pé direito nem esquerdo porque não foram feitas para os pés, foram feitas para o coração usar.

Lucas Splint


Ele a vê como uma bailarina e ela o vê como um bailarino, mas eu os vejo como um casal completamente apaixonado com medo de perder um ao outro, meu olhar enquanto a orquestra toca e eles saem da coxia, fica inconsciente.

Lucas Splint

Ele a vê como uma bailarina e ela o vê como um bailarino, mas eu os vejo como um casal completamente apaixonado com medo de perder um ao outro, meu olhar enquanto a orquestra toca e eles saem da coxia, fica inconsciente.

Lucas Splint


As vezes quando eu salto, sinto que se não fosse a coxia eu continuaria voando.

Lucas Splint

As vezes quando eu salto, sinto que se não fosse a coxia eu continuaria voando.

Lucas Splint


E quando as sapatilhas são colocadas pela primeira vez nos pés, você estará deixando de ser um ser humano e se tornando uma bailarina, no início você não sentirá muita diferença, até passar a viver em função da dança.

Lucas Splint

E quando as sapatilhas são colocadas pela primeira vez nos pés, você estará deixando de ser um ser humano e se tornando uma bailarina, no início você não sentirá muita diferença, até passar a viver em função da dança.

Lucas Splint


Feb 20

blindad4 ha dicho: Tudo aqui é perfeito... São poucos os que conseguem colocar em palavra o que nós, bailarinos, sentimos enquanto dançamos. Chorando de tanta emoção!

Ah muiiiito obrigado pelo carinho, fico feliz em saber que consigo traduzir em palavras tudo o que você sente pelo ballet clássico, é gratificante, espero que continue gostando e se emocionando :)


sorriso-ahh ha dicho: apesar de não ser bailarino clássico curti muito seu tumblr ... tipo assim é maravilhoso expressa tudo o que qualquer dançarino sente ... parabéns mesmo !!

Ah que bom que gosta dessa arte maravilhosa que é o ballet clássico sem fazer.. mas mesmo gostando você já faz parte desse mundo, porque antes de tudo somos meros apaixonados :)


Oct 24
Tem coisas que só bailarinos entendem, como por exemplo: os nomes dos passos, como voar, aguentar a dor de se alongar, gostar de ser aluno de professores bravos, entender a sequência que os professores explicam com as mãos… só não entendem como começaram a amar o ballet clássico, mas continuam sem entender e continuam amando.

Tem coisas que só bailarinos entendem, como por exemplo: os nomes dos passos, como voar, aguentar a dor de se alongar, gostar de ser aluno de professores bravos, entender a sequência que os professores explicam com as mãos… só não entendem como começaram a amar o ballet clássico, mas continuam sem entender e continuam amando.


Oct 23
As vezes o ballet traz algumas tristezas, você se sente desmotivado, triste por não ter ido bem na aula, por não ter passado em uma audição.. Mas lembra que por mais que fique triste, nada te proporciona uma felicidade igual a que você sente ao preparar uma quinta posição para começar a dançar.

As vezes o ballet traz algumas tristezas, você se sente desmotivado, triste por não ter ido bem na aula, por não ter passado em uma audição.. Mas lembra que por mais que fique triste, nada te proporciona uma felicidade igual a que você sente ao preparar uma quinta posição para começar a dançar.


Oct 20
Você tem que esquecer que tem braços, mas sim asas gigantes, que tem 1,60 de altura e se tornar imensa, fazer com que todos os palcos sejam pequenos para você.

Você tem que esquecer que tem braços, mas sim asas gigantes, que tem 1,60 de altura e se tornar imensa, fazer com que todos os palcos sejam pequenos para você.


Oct 14
Você sai da aula mas continua dançando, fazendo um “attitude” para amarrar o cadarço, um “grand jetté” para pular uma poça, andando em “en dehor”.. fazendo da calçada um palco e das buzinas a orquestra.

Você sai da aula mas continua dançando, fazendo um “attitude” para amarrar o cadarço, um “grand jetté” para pular uma poça, andando em “en dehor”.. fazendo da calçada um palco e das buzinas a orquestra.


Oct 12
Você fica cinco anos fazendo aula, um ano ensaiando uma variação, dois minutos se apresentando e dez segundos sendo aplaudido, mas são esses dez segundos que demoram mais para serem esquecidos.

Você fica cinco anos fazendo aula, um ano ensaiando uma variação, dois minutos se apresentando e dez segundos sendo aplaudido, mas são esses dez segundos que demoram mais para serem esquecidos.


giuliasaler ha dicho: amei sei blog, todo lindo, perfeito e transpassa todo amor de uma bailarina e ainda a trilha sonora , demais, parabéns

Muito obrigado querida, essa é a minha maior intenção, expressar toda a emoção e sentimentos que os bailarinos sentem, fazer com que saia do meu coração e atinja os outros corações, corações que batem numa contagem de valsa, marzuka.. que são dominados pelo ballet. Beijoos e obrigado pelo carinho, continue acompanhando :)


Oct 11
Seus pais passam a te apoiar quando chegam na sua apresentação e vêem seus olhos brilhando por eles estarem lá na platéia, e por nunca terem te visto tão feliz como naquele momento, ai os próprios se pegam com os olhos brilhando também, mas de orgulho por terem um filho artista e por fazer o que ama.

Seus pais passam a te apoiar quando chegam na sua apresentação e vêem seus olhos brilhando por eles estarem lá na platéia, e por nunca terem te visto tão feliz como naquele momento, ai os próprios se pegam com os olhos brilhando também, mas de orgulho por terem um filho artista e por fazer o que ama.


Oct 10
E por mais que eu fique perdido nas aulas, lá é onde eu me encontro.

E por mais que eu fique perdido nas aulas, lá é onde eu me encontro.